Esclarecimentos + Cronograma


Olá, lindos! Faz tempo que eu não postava aqui, né? Desculpem por isso! Como vocês estão? Espero que bem.

Só passei aqui para avisar que estou de volta! (e dessa vez é sério mesmo). As férias da faculdade estão quase aí e eu voltei a ter tempo para escrever, então aproveitem! Haha

Então hoje, dia 21/06, atualizei "A Terapeuta" e "Amiga da Minha Mulher" (palmas, finalmente!). 

Mas pretendo seguir o novo cronograma abaixo, para postar todas igualmente!

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CRONOGRAMA

DOMINGO - A Terapeuta

SEGUNDA - 

TERÇA - Paraíso Proibido

QUARTA -

QUINTA - Amiga da Minha Mulher

SEXTA - 

SÁBADO - Opostos - Operação Vovô

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Qualquer informação, me contatem! Vejo vocês lá pelo Nyah!



PLÁGIO!


Oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje eu recebi uma mensagem de uma das minhas leitoras perguntando se eu postava as minhas fanfics no Social Spirit e em outra categoria, porque havia outra história igual a "Ooops... Sequestrei o Noivo" no site, só que com os personagens de Naruto. 

Só vim esclarecer que não, eu não posto minhas histórias no Social Spirit, apenas no Nyah! e aqui no blog. E também, não, não posto em mais de uma categoria a mesma história, muito menos com os personagens do Naruto.

A história do Social Spirit já foi denunciada, mas se vocês também puderem colaborar, segue o link abaixo.

Original (e de minha autoria): Ooops... Sequestrei o Noivo!

Plágio no Social Spirit: Aqui

PLÁGIO É CRIME! NÃO É LEGAL VER SUA IDEIA COPIADA POR AÍ. Infelizmente, não é a primeira vez que isso acontece...
Desde já, agradeço a colaboração de vocês!


A Terapeuta (Capítulo 10)


Capítulo X

"Não importa o cargo que você ocupa, ou quanto ganha no fim do mês. Importa o quanto você é feliz de verdade, e os amigos leais e verdadeiros que guarda em seu coração. Pois essa felicidade que traz paz de espírito, essas amizades que vão além da eternidade, dinheiro nenhum compra. Não tem preço."
Lílian Tassara


      Meus braços doíam. Aliás, quase meu corpo todo parecia meio adormecido, como se pequenas formigas estivessem andando sob minha pele. Essa estranha sensação me fez acordar. Mas, espera. Acordar? Eu nem ao menos me lembrava de ter adormecido em algum momento.

      Assim que abri meus olhos, enxerguei o motivo do incômodo. O Sr. Cullen estava completamente em cima de mim. Eu sentia sua respiração em meu pescoço, e aquilo estava começando a me arrepiar. Suas mãos estavam praticamente me abraçando, contudo como aquilo foi possível eu não sabia dizer.

      O que diabos tinha acontecido?! Ah, merda. Se eu já tinha dúvidas sobre a minha ética profissional, agora eu tinha certeza: ela se fora desde que Edward apareceu em minha vida.

      Com muito esforço, consegui olhar para o rosto dele. Edward parecia muito tranquilo ali, num sono profundo. Mas claro que ele estava tranquilo, não é? Não era ele quem estava embaixo. Eu não me lembrava como tínhamos pegado no sono, pois minha última lembrança foi a voz incrivelmente bonita e rouca de Edward me agradecendo por não ter desistido dele. E que eu fui a melhor coisa que aconteceu na vida dele. E que eu era a pessoa mais adorável. E louca também.

Sorri abertamente. Eu juro que não queria agir como uma garotinha apaixonada, mas nem em meus melhores sonhos eu imaginaria que o Sr. Cullen que eu vi no meu consultório na primeira vez, diria essas coisas para alguém, quanto mais pra mim. Ah, meu Deus! O que eu faço agora? Nós nos beijamos! Ele foi incrivelmente doce. Nós nos beijamos!

Certo, controle-se, Isabella. Vamos por partes. A primeira coisa que eu tenho que fazer é visitar Mandy no hospital. No entanto, para isso acontecer, eu precisava tirar Edward de cima de mim. E hoje nem água eu poderia jogar nele para que acordasse, visto que eu me encontrava impossibilitada.

–Edward, acorda. –Com a o meu braço que estava livre do aperto dele, fiz carinho em seus cabelos, esperando que ele acordasse. Depois da nossa madrugada, ele não iria se importar, certo?

–Hmmm. Só mais cinco minutinhos. –Inacreditável. A minha sobrinha pedia isso o tempo todo quando alguém tentava acordá-la, mas ela era uma criança. Já Edward...

–Sr. Cullen! Eu preciso ver minha sobrinha e não posso com você em cima de mim! Acorda! Eu não quero morrer assim, soterrada por um gordo! –Claramente era uma mentira deslavada. Edward Cullen com certeza não tinha nada de gordo, muito pelo contrário. Eu podia sentir algum de seus músculos em mim, inclusive.

–O quê? Eu não sou gordo. –Ele resmungou e, abrindo os olhos, lentamente saiu da pequena cama e, consequentemente, de cima de mim. Pela primeira vez na vida, eu desejei ter uma cama de casal nessa casa. Ah, sim. Ninguém precisaria ficar em cima de ninguém para dormir, apenas para executar outras atividades mais interessantes... Merda! Foco, Isabella.

A Terapeuta (Capítulo 9)


Capítulo IX


“Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.”

     


      Ponto de Vista por Isabella Swan


      Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tentei fechar os olhos e simplesmente dormir. Estava meio impossível, porque minha cabeça não parava de fervilhar.

      Acho que eu precisava de uma psicóloga. Merda, eu era uma psicóloga! Mas eu não estava conseguindo lidar com os últimos acontecimentos da minha vida.

Trazer Edward à minha casa parecia tão certo, mas também tão errado agora. Não por causa dele, isso é fato. Edward era muito mais por trás daquela máscara de insensibilidade e arrogância que ele mostrou quando me procurou no consultório. Ao contrário. Ele mostrou ser um homem bom com más decisões que o levaram a ter uma vida ruim, mas isso mudaria, tinha que mudar. O problema era que eu não estava agindo como deveria agir. Eu o estava vendo de uma outra perspectiva, que estava longe de ser a perspectiva profissional.

Eu estava simplesmente fascinada, encantada pela pessoa que Edward mostrou realmente ser nesses dois dias em que passamos juntos.

Sua voz linda cantando Beatles em meu carro, com os olhos fechados, apenas apreciando a música; sua sensibilidade quando viu Mandy sorrindo para ele verdadeiramente; sua calma no parque naquela manhã de sol; seus pequenos gestos, seus sorrisos, sua risada.... Tudo estava me fazendo ter sensações boas, mas estranhas. Era como se pequenas borboletinhas estivessem voando em mim cada vez que ele sorria. Eu estava tão confusa.

De repente, ouvi o barulho do chuveiro ligado. O som estava muito próximo, então certamente era o banheiro que ficava no quarto de hóspedes, que agora era de Edward. Eram 5h da manhã! Por que diabos ele estava acordado? Em poucos dias, já tinha dado para perceber que Edward não era uma pessoa apreciadora da manhã, então ele não devia ter dormido ainda, também. Ou será que estava doente?

Merda, será que eu deveria ir até lá? E se ele não gostasse da invasão de privacidade? A casa era minha, mas o quarto era dele agora, mesmo que por poucos dias, infelizmente... O que eu faria depois que ele fosse embora? Quando ele se encontrasse na vida novamente? Eu já estava tão acostumada com seu humor pela manhã e seus pequenos gestos bonitos.

De qualquer jeito, eu pensaria na confusão em que havia me metido depois. Agora, eu precisava verificar se Edward estava bem.

A Terapeuta (Capítulo 8)


Capítulo VIII 

     
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”



      Certo. Terceiro dia que eu passava com Isabella. Não que eu estivesse contando. Merda, eu estava contando sim! E o tempo estava passando malditamente rápido! Por quê?!

      Eu não entendia o que estava acontecendo. Eu deveria estar feliz com essa semana passando rápido. No entanto, não estava. Eu não tinha para o quê voltar. Apenas para um trabalho que eu odiava, para uma casa que nunca foi minha e para uma mulher que me odiava. Minha vida estava fodida, sempre esteve assim. As intenções de Isabella eram boas, mas não poderia dar certo, não é?

      Nesses dias que estive com ela tudo pareceu mais simples, mais bonito, mais vivo. Mas e depois? E depois que ela desistisse de mim, percebesse que eu era um caso perdido e que não valia a pena ficar por perto? E quando ela começasse a me achar desprezível como Tanya achava? O que eu faria depois que Isabella saísse de minha vida?

      Eu estava desesperado. E tremendamente surpreso com meu apego por essa mulher que era uma desconhecida pra mim até pouco tempo atrás.

      Não tinha conseguido dormir quase nada nessa madrugada. Ainda estava deitado em minha minúscula cama de solteiro, no quarto ao lado de Isabella, pensando no que ela estaria fazendo agora. Ora, não seja idiota, Edward! São 5 da manhã! Ela deveria estar dormindo. E deveria estar adorável dormindo tranquila em seu quarto...

      Ah, diabos! Eu tinha que parar de pensar nela assim. Isabella estava apenas querendo me ajudar e eu estava o quê?! Fantasiando com a mulher? Adjetivando-a como adorável? Eu estava sendo um tremendo babaca.

      Decidi levantar-me e tomar um banho rápido. Não sabia o que faríamos hoje, mas era sábado. Será que visitaríamos Mandy no hospital? Eu realmente esperava que sim. Era confuso para mim, explicar o que se passou no primeiro dia que saí com Isabella e ela me levou até aquele hospital para conhecer a sua sobrinha. Mas, não sei... Tinha algo de inocente, de puro naquela pequena garotinha que havia me encantado completamente.

      Mandy me lançou um sorriso verdadeiramente sincero naquele dia, não se importando com quem eu era, com o que eu fazia ou com qualquer outra coisa. Ela simplesmente... Sorriu pra mim. E aquele gesto simples aqueceu meu coração há tanto tempo morto. Eu queria conhecer mais daquela pequena princesinha. E queria, de verdade, que ela ficasse bem. Mandy era só uma criança, e de jeito nenhum merecia passar pelo que estava passando.

      No entanto, ela não parecia se lamentar o tempo todo. Ficou triste quando o assunto de seus cabelos veio á tona, mas logo depois já estava feliz brincando com as outras crianças do hospital. Aquela pequena menina poderia morrer, e mesmo assim... Parecia ser grata pelo tempo que ainda tinha.

      E quanto a mim? Eu não me lembrava de nenhum momento feliz em que tive na minha vida. Eu só lembrava de acatar a decisão de meus pais e os pais de Tanya, assumindo as consequências e fazendo de tudo para agradar a minha esposa. Eu me conformei, mas no fundo eu vivia com pena de mim mesmo. Vivia e ainda vivo com frustração por não ter feito a faculdade que eu sempre quis, de não ter ido para longe dos meus pais, de não ter me apaixonado por uma mulher que me tirasse o ar, e que me deixasse tão louco a ponto de pedi-la em casamento na frente de uma multidão. Não, eu não tive nenhuma dessas oportunidades. E sempre culpei meus pais, Tanya e quem mais estivesse envolvido, mesmo que no começo eu quisesse ter feito meu casamento dar certo. Não deu, porque como Isabella disse, nada forçado dura. Eu estava começando a enxergar que a culpa de tudo isso não tinha a ver com meus pais, ou os de Tanya, mas sim, tinha a ver comigo. Cada um de nós trilha seu próprio caminho, toma suas próprias decisões e colhe suas próprias consequências.

A Terapeuta (Capítulo 7)


Capítulo VII

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”


      Eu ouvia meu nome sussurrado ao longe. Uma voz doce e melodiosa me chamava, causando em mim uma sensação de paz. Suspirei e sorri, sentindo-me confortável como há tempos não me sentia. Onde eu estava mesmo?

      Logo, a voz ficou mais impaciente e, consequente mais alta e cada vez mais perto. Senti uma pequena mão em meu ombro, tentando me sacudir, mas não ousei abrir meus olhos. Aquele toque, tão bom... Eu estava sonhando?

      –Edward! Caramba, você precisa acordar e sair dessa cama! Estamos atrasados! Edward!

      Hum, essa era a voz da Srta. Swan. O que ela estava fazendo no meu sonho gritando? Típico. Queria complicar a minha vida ainda mais. Virei para longe daquela voz. Não queria mais sonhar com ela.

      –Depois não diga que eu não tentei te acordar de outra maneira!
Não entendi o que ela estava querendo dizer. Diabos, ela ainda não havia ido embora do meu sonho?!

      De repente, senti algo molhando e praticamente congelando meu rosto de tão gelado que o liquido estava. Meus olhos abriram-se imediatamente e eu dei um pulo para fora do lugar confortável em que eu estava há poucos segundos.

      Olhei, arfante, para a mulher que se encontrava no mesmo cômodo que eu. Isabella estava ali. Porra, não era um sonho. E ela estava rindo da minha cara.

      –Bem, eu avisei, Edward. Quem manda ser preguiçoso? –Ela soltou outra gargalhada gostosa que fez todo o seu rosto se iluminar. Eu a observava atentamente, sem conseguir desviar minha atenção. Merda. O que essa mulher tem que me deixa sem reação a qualquer coisa? Isabella eraadorável.

      Inferno! Olha aí o maldito adjetivo fofo novamente.

      –Porra! Não precisava me jogar água, sua louca! –Olhei rapidamente para o relógio digital que estava no criado mudo do quarto. Seis da manhã. Puta merda. –Por que você me acordou essa hora da madrugada?

A Terapeuta (Capítulo 6)


Capítulo VI

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”



      Após o café, eu tive que passar rapidamente no escritório para avisar à minha secretária que eu não apareceria ali pelo resto da semana. Ela me olhou chocada, como se esperasse que a qualquer momento eu dissesse que era brincadeira. Eu nunca faltava ao trabalho. Nunca.

      –É sério, Jenna. Eu tenho uns assuntos a resolver com o Sr. Cullen. Não poderei vir trabalhar. Desmarque minhas consultas e marque tudo para a próxima semana, sim?

      Jenna sempre fora muito discreta. Mas eu vi que quando eu citei Edward, ela soltou uma risadinha maliciosa. Eu me limitei a revirar os olhos. Por que as pessoas sempre veem sexo implícito em tudo? Eu só estava ajudando o pobre homem a recuperar sua vida, nada mais.

      –Sim, pode deixar Srta. Swan. –Vendo a minha cara de descontentamento, Jenna resolveu levar a situação a sério. Bem, melhor assim.

      –Então era isso, Jenna. Boa semana de folga pra você também. Aproveite-a bem.

      –Claro, Bella. Mas acho que nem tanto quanto você aproveitará a sua. –A cretina piscou para mim e, em seguida, juntou suas coisas e foi embora.

      –O que foi isso? –Sr. Cullen tinha seu cenho franzido e eu quase suspirei de alivio. Ele não havia entendido as indiretas da minha secretária abusada, então.

      –Nada. Ela só estava tentando ser engraçadinha. –Palhaça. Teria volta. Eu descontaria aquela vergonha que ela me fez passar de seu próprio salário.

      –Isso deu para perceber. Mas você pode me explicar a graça? Eu realmente estou por fora aqui.

      Merda.

      –Ela acha que eu não estou lhe ajudando... Profissionalmente.

      –Profissionalmente? –Edward ainda tinha em seu rosto a mesma expressão confusa de alguns segundos atrás. Como ele poderia ser tão lerdo para alguns assuntos? Eu realmente precisaria ser tão direta?

      –Ela acha que nós estamos, bem, que nós estamos...

      –Quanta enrolação, Isabella. Apenas diga. –Por um momento, a ideia de Jenna não pareceu tão absurda assim. Ter o meu nome todo pronunciado pelo Sr. Cullen era inexplicável. Ele tinha uma voz tão bonita. E o olhar que ele estava me lançando era...

A Terapeuta (Capítulo 5)



Capítulo V


“Nosso valor está nas pequenas coisas que conquistamos ao longo de nossa trajetória na vida e, que olhadas por outro ângulo, são maiores que quaisquer outras.
Nos sorrisos nus e agradáveis, nos beijos que nos deram à face e nos afagos perfumados.
Somos construções de tudo isso. Precisamos enxergar – apenas.”



      O dia estava simplesmente lindo naquela manhã ensolarada. Por isso, assim que Edward entrou em meu carro, abri as janelas e liguei o som em um volume agradável e fechei os olhos brevemente, apenas suspirando e me sentindo bem, apenas.

      –Eles eram bons. –Edward quebrou o silêncio em que nos encontrávamos enquanto eu dava a partida.

      A princípio, estava tão distante que não sabia dizer a quem Edward estava se referindo. Porém, assim que ouvi com mais atenção a música que tocava, sorri em compreensão.

      –Eles eram os melhores! –Falei empolgada. –Little darling, it's been a long cold lonely winter. –Cantei um trecho da minha música preferida dos Beatles, “Here Comes The Sun”, que invadia nossos ouvidos agradavelmente, e ouvi um riso divertido e baixo vindo de Edward.

      Aquele som era novo para mim. Suas risadas até agora tinham sido totalmente irônicas ou falsas, mas aquela não. Ele apenas quis rir, realmente quis. Sem pensar em mais nada.
     
      –Bom, ainda bem que você é uma terapeuta bem sucedida, porque como cantora... –O Sr. Cullen me lançou um olhar debochado, mas eu não me importei. Ele estava mesmo brincando comigo? Isso era totalmente inesperado.

      –Ora, vamos, Cullen. Só critique quando for fazer melhor. –E antes que eu pudesse aumentar o meu sorriso vitorioso por minha excelente resposta, ele desapareceu. Desapareceu porque Edward começou a cantar junto com os Beatles.

      –Little darling, I feel that ice is slowly melting, little darling, it seems like years since it's been clear...

      A voz delicada, melodiosa e incrivelmente bonita de Edward chegou aos meus ouvidos fazendo com que tudo o que eu estivesse pensando antes disso desaparecesse. Foi quase hipnótico. Aquela voz era a coisa mais bonita e pacificadora que eu já tinha ouvido na minha vida toda. E eu não duvidava nada que eu estivesse de boca aberta, babando, neste exato momento, porque Deus, já estava meio difícil manter a concentração na estrada e eu nem ao menos sabia o porquê.

A Terapeuta (Capítulo 4)


Capítulo IV


“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”




      Edward não havia me procurado na sexta, nem no resto no final de semana. Então, presumi que ele ainda achava que a proposta que lhe fiz de passar uma semana comigo era só conversa. Contudo, não me deixei abater. Ele iria passar uma semana comigo, longe de Tanya e de toda a vida infernal que ele levava.

      Não que eu me julgasse o exemplo de felicidade, mas sabia apreciar as pequenas alegrias da vida. Aqueles momentos inesquecíveis que acontecem em dias totalmente inesperados, ou o surgimento de um sentimento puro e verdadeiro... Enfim, essas coisas todas que dinheiro nenhum compra.

      Por isso, na segunda, logo cedo, decidi entrar em contato com ele.

      –Alô? –Sua voz parecia sonolenta e um tanto quanto raivosa, eu diria. Uh, olha só quem já estava de mau humor logo pela manhã.

      –Sr. Cullen? É Isabella Swan. Bom dia!

      –Seria um dia excelente se a Srta. não estivesse me ligando tão cedo. –Eu revirei meus olhos. Tão reclamão.

      –Bem, eu estou ligando porque hoje começa a nossa semana juntos.

      –Eu não lembro de ter concordado com isso. –Mas era óbvio que havia concordado. Eu tinha certeza que no fundo, Edward queria ser uma pessoa feliz novamente. Apenas não acreditava que isso fosse possível mais.

      –Concordou. Disse que adoraria me ver tentar. Isso foi um sim. Então, espero que já tenha comunicado no seu emprego que faltará uma semana. E espero que já tenha arrumado sua pequena mala.

      –Você não pode estar falando sério. –Ouvi sua risada alta e incrivelmente sarcástica no telefone e bufei. Edward Cullen era terrivelmente irritante.

      Mas eu também sabia ser irritante e ah, dois podem jogar esse jogo.

      –Eu sou uma profissional seríssima, Sr. Cullen. E vou lhe ajudar porque, como já lhe informei, não há graça na vida sem um bom desafio. Então faça o que eu estou mandando, ou eu vou entrar em meu carro e dirigir até a sua casa e obrigá-lo a vir à força.

      Sua risada só se tornou ainda mais estrondosa e debochada. Eu mordi meu lábio, contendo um grunhido de irritação que eu estava prestes a deixar escapar, porém não daria esse gostinho ao Cullen.

      –Se é assim que prefere, Sr. Cullen. Estou indo lhe buscar. Esteja pronto em 15 minutos.

      Foi tudo o que eu disse antes de desligar o telefone na sua cara e sair correndo em direção ao estacionamento. Bom, se ele queria que fosse do jeito difícil... Seria.

A Terapeuta (Capítulo 3)


­Capítulo III

Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.”




–Decidiu ajudar-me a colocar juízo na cabeça de minha mulher, Srta. Swan? Sabe que eu pago bem, não sabe? –Sr. Cullen levantou uma sobrancelha e eu fiz um esforço enorme para não revirar os olhos.

Sua prepotência era gigantesca e aquilo estava começando a me incomodar, estava quase arrependida de tê-lo chamado para conversar em meu escritório. Eu e a minha mania de querer ajudar tudo e todos. Porém, agora eu já havia prometido para Tanya.

–Não. Imagino que pague bem, Sr. Cullen, mas eu sou terapeuta, não santa pra fazer milagre. Seu casamento está arruinado, aceite isso. –Minha mãe sempre me disse que o melhor a se fazer era ser direta.

–Quem você pensa que é para falar assim, Srta. Swan? Meu casamento sobreviverá até eu colocar um ponto final. Tanya merece pagar por tudo que me fez. –O ódio que eu via em seus olhos era alarmante. Mas não me deixei abalar.

–Não vê que as coisas não são bem assim, Sr. Cullen? Estamos lidando com sentimento aqui, não está fazendo apenas Tanya sofrer por ficar ao lado de quem não ama, mas também está sofrendo, se privando de uma vida nova de felicidade.

–Felicidade não me interessa mais. Fui privado disso há muito tempo. –Edward ia se levantando para ir embora, mas eu o impedi. Eu sentia a dor em cada palavra da sua ultima frase. Eu precisava vê-lo feliz. Custe o que custar.

A Terapeuta (Capítulo 2)


Capítulo II



“A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.”



Com meus 23 anos nas costas, eu ainda não entendia como pessoas acabavam com a felicidade delas próprias. Por mais que eu tenha estudado sobre isso boa parte da minha vida, o fim do amor me intrigava mais do que tudo.

Eu vi isso de perto em minha infância, quando minha mãe simplesmente se mudou comigo para longe de meu pai. E quando falava dele, seus olhos lacrimejavam e ela os apertava com força, como se estivesse sentindo dor. E ela estava.

Tempos mais tarde apenas, descobri que machucado de amor também dói, e quase sempre, mais do que os físicos. Um ralado no joelho é facilmente cicatrizável, mas um coração quebrado nunca mais será o mesmo. Ele até pode ser colado de volta, mas não voltará a ser a mesma coisa, pois as rachaduras continuam lá, doendo. Lembrando a você todo o dia o quanto aquilo pode ser devastador.

Por isso, eu escolhi essa profissão. Era bom poder ajudar os outros a verem que nem tudo está perdido. Nem sempre o amor está acabado, quase sempre as pessoas é que desistem do relacionamento cedo demais.

Esse não era o caso de Tanya e Edward, no entanto. Porém, mesmo assim, a vontade ajudá-los (mesmo que individualmente), ainda estava lá, mais presente agora do que nunca, passada uma semana que praticamente expulsei o Sr. Cullen de meu consultório.

Eu ainda pensaria numa maneira de conversar com os dois individualmente, mas como? Como eu faria para Edward me ouvir e tentar melhorar? Uma batida em minha porta me tirou de meus pensamentos.

–Sim, Jenna?

–Tem uma moça na sala de espera que deseja falar com a Srta. Disse que é urgente.

–Deixe-a entrar, Jenna. –Sorri para a minha secretária, que logo saiu assentindo, indo buscar a tal moça. Eu não estava com nenhum pouco de cabeça para atender ninguém, mas era meu trabalho. E eu o faria direito. Sempre.

A surpresa foi tamanha ao ver Tanya entrar em meu consultório, que eu até levantei da minha cadeira e fui para mais perto dela, não acreditando que ela própria veio a minha procura. Eu pensei que teria que bolar muitos planos para fazê-la se livrar da vigia de Edward para vir aqui sozinha, mas pelo visto me enganei.

A Terapeuta (Capítulo 1)


Capítulo I


"O casamento á a tentativa mal sucedida de extrair algo duradouro de um acidente."

Albert Einstein


                      Eu olhava para o casal a minha frente sem saber o que pensar. Geralmente, os casais que vinham até mim estavam abalados, tristes, até mesmo esgotados, mas me procuravam por um único motivo: ainda acreditavam que o casamento poderia ser salvo, que uma reconciliação, não era tão impossível assim, mesmo depois de todas as discussões e problemas que enfrentaram.

                      Bem, não era isso que eu via na minha frente agora. Eu não via nenhum dos dois esperançosos, ansiosos por uma reconciliação. Na verdade, eu não via nada, além da falta. Falta de amor, falta de respeito, falta de sentimento.

                       –Certo. O que posso fazer por vocês?

                      –Eu quero o divórcio! –Assustei-me com o grito desesperado que a jovem moça loira proferiu. Eu sabia que ali tinha coisa errada.

                      ­–Acho que os senhores vieram ao lugar errado, então. Aqui é um consultório de uma psicóloga, eu faço terapia. Ajudo casais a se reconciliarem, não a se separarem.

                   ­–Eu ouvi muito bem a respeito de seu trabalho, Srta. Swan. Espero que possa me ajudar então, a colocar juízo na cabeça dessa idiota. –O Sr. Cullen praticamente berrou para mim. A demasiada raiva em sua voz me fez estremecer.

                      Mas o que diabos estava acontecendo com aqueles dois?!